segunda-feira, 29 de junho de 2020

Carminha Bontempo Presente, ontem, hoje e SEMPRE!


Carminha se foi, mas ficou seu legado...

E a Carminha, nossa pequena grande mulher acaba de nos deixar e retornar às dimensões invisíveis. 

Incansável guerreira, defensora incondicional da classe trabalhadora, feminista de primeira e vanguarda sempre da luta pelo direito das mulheres, organizadora dos servidores da saúde e previdência, fundou o Sintsprev/MG e o Sintsprev/MS,  participou ativamente do nascimento da Fenasps com seu corte de luta, expressão destacada na luta pela anistia e a consequente derrubada da ditadura militar.


           “O grande legado dela é o força de vontade para lutar, incansável e incomparável, o desapego a cargos, seu amor à democracia  e seu caráter ilibado. Ela formou muitos (as) militantes pelo Brasil afora, eu sou um deles, levo ela no meu coração, sempre.” Henrique Martini (INSS -MS)

Exemplo de caráter elevadíssimo, nunca arredou o pé da moral e da ética da classe trabalhadora.

Foi e será uma grande referência para o movimento nacional, no Estado do Mato Grosso do Sul, quando os servidores daquela região, fundaram  a associação dos servidores da saúde e previdência e social (ASPS/MS) ela lá esteve  e revolucionou o movimento sindical do estado. Ela era chamada por toda a imprensa como a "agitadora Carminha".

     “Aqui no estado o Superintendente a chamava  de Carminha Tempestade. Ela é muito amada por todos aqui em Campo Grande. Cidade onde ela morou e plantou sua semente” Anita (INSS-MS)



O seu papel no SINSTSPREV -MG, como fundadora e defensora da entidade, nunca preocupada em estar nas direções,  sempre esteve nas lutas, seja na pauta da categoria, seja nas pautas gerais. Sempre defendendo a participação de todos e a democracia.


 
“Aqui em Minas Gerais a apelidamos de Formiguinha Atomica. Grande referência de luta em todos os sentidos. Fundou o SINTSPREV-MG e ajudou a construir a FENASPS...UMA VERDADEIRA LIDERANÇA” Rose Palmerão (INSS-MG)


O fim do presidencialismo na Fenasps tem origem nela , ela apresentou a proposta de funcionamento colegiado e foi com esse objetivo a chapa que ela participava foi vitoriosa no Congresso, acabou com o presidencialismo , aprovou proporcionalidade qualificada , secretaria de mulheres e secretaria negras e negros.


“Carminha foi muito importante na minha vida. Pra mim foi a descoberta do feminismo  da classe trabalhadora , um recorte de classe no feminismo que foi estruturante do meu pensamento para toda a vida . Assim como o debate de democracia nas entidades sindicais.” Junia (INSS – SP)


A marca fundamental da personalidade dela de agregar , somar , debater diferenças com respeito, organizar e dar voz para a base, fizeram história em todos os anos de militância dessa grande guerreira.


“Guerreira de importância ímpar na construção do SINTSPREV/MS e movimento sindical dos Servidores Publicos Federais do Estado do Mato Grosso do Sul  Gratidão” Podalirio (INSS-MS)







Na greve de 2015 esteve presente, sendo referência da galera dos últimos concursos. Mesmo com a saúde frágil, não deixava a “peteca” cair, e continuava no movimento.

Esteve no movimento “Elenão” em 2018, não abria mão de lutar  pelas pautas feministas, sabia exatamente qual o risco correríamos com esse desgoverno atual.





A Carminha é e sempre será uma grande referência para o movimento nacional.

CARMINHA PRESENTE!!! HOJE E SEMPRE!!!


sexta-feira, 12 de junho de 2020

Assine o Manifesto do Levante das Mulheres Brasileiras


















𝗠𝗔𝗡𝗜𝗙𝗘𝗦𝗧𝗢 𝗗𝗢 𝗟𝗘𝗩𝗔𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗔𝗦 𝗠𝗨𝗟𝗛𝗘𝗥𝗘𝗦 𝗕𝗥𝗔𝗦𝗜𝗟𝗘𝗜𝗥𝗔𝗦

#MulheresDerrubamBolsonaro

Já fomos às ruas dizer que “Quem Ama não Mata”, lutamos pelas “Diretas Já”, pelo “Fora Cunha”, “Fora Temer”, dissemos “Nenhuma a menos”. Bebemos da experiência das Marchas das Margaridas, da Marcha de Mulheres Negras, e, nas últimas eleições, gritamos que “Ele não”!

Agora, voltamos para avisar: “Ele Cai!”

A política do (des)governo Bolsonaro – que mata diariamente cerca de mil brasileiros por Covid-19, amplifica a necropolítica e o genocídio de jovens negros, aumenta a desigualdade e o empobrecimento da população, retira direitos e faz apologia à ditadura e ao fascismo – mobilizou o Levante das Mulheres a produzir este manifesto.

Em 2020, a crise sanitária potencializou as crises econômica, política, ambiental, cultural e social, escancarando as desigualdades de classe, de raça e de gênero no mundo.
O racismo estrutural e as desigualdades impostas às mulheres – especialmente às negras e pobres – jogam sobre todas os impactos dessa realidade. A responsabilidade com a produção e a reprodução da vida nos esgota física e mentalmente.

Bolsonaro, com suas ações negacionistas, misóginas e racistas, amplia o sofrimento da população. O faz quando dificulta o pagamento do auxílio emergencial e nos empurra para a morte, ao dizer que a economia vale mais que a vida, e autoriza os patrões a exigir que continuemos trabalhando sob o risco de contágio.

Os impactos da pandemia não são iguais para todas, todes e todos. Mulheres negras e pobres, trabalhadoras informais, domésticas e as que estão na ponta dos serviços essenciais de saúde têm sua condição agravada, pois muitas vivem em moradias precárias em favelas e comunidades, sem água e esgoto, e sem acesso à saúde pública. Estão nas ruas batalhando pelo sustento da família e enfrentam a lida da casa, os cuidados com as crianças, idosos, doentes e parentes encarcerados. Essas mulheres perdem seus filhos, irmãos e netos para a brutalidade policial, pautada em uma política de segurança pública equivocada.

A realidade é cruel também para as indígenas, mulheres de comunidades e povos tradicionais, que têm suas terras ameaçadas e seu povo trucidado por grileiros, garimpeiros e desmatadores. Para as ribeirinhas que defendem as águas de onde tiram a pesca, o sustento. Para lésbicas e trans dizimadas todos os dias. Para as vítimas de violência doméstica e feminicídio, crimes que aumentaram na pandemia.

Estamos em luta por nós, por elas, por todas!

Assinamos este manifesto inspiradas nas lutas feministas de todo mundo e lembrando que fomos capazes de construir a resistência ao longo da história do Brasil.

Estamos unidas, mais uma vez, em 2020.

Agora, para tirar Bolsonaro do poder. Ele cai!

Somos mulheres negras, brancas, indígenas, lésbicas, bissexuais, trans, travestis, heterossexuais, quilombolas, ciganas, mulheres com deficiência, ativistas e cyberativistas, jovens, idosas, ribeirinhas, da floresta, do campo, estudantes, educadoras, donas de casa, militantes, artistas, desempregadas, profissionais liberais, profissionais do sexo, servidoras públicas, pesquisadoras, pequenas empreendedoras, celetistas, profissionais da saúde, de serviços essenciais, antiproibicionistas, defensoras de direitos humanos e de mais mulheres na política, católicas, evangélicas, judias, de terreiro, muçulmanas, sem religião, mas com fé na força de cada uma de nós.

Lutamos pelo fim da escravidão e do fascismo, contra a ditadura militar e pela democracia. Exigimos resposta sobre Quem Mandou Matar Marielle e vamos derrubar Bolsonaro e Mourão!

Convocamos as instituições da República a cumprirem seus papéis. Já existem na Câmara dos Deputados inúmeros pedidos de Impeachment; no TSE, diversas ações pela cassação da chapa Bolsonaro/Mourão por fraude eleitoral. O STF, enfim, precisa responsabilizar o presidente, que segue descumprindo a Constituição, atentando contra a liberdade e produzindo a morte de brasileiros e brasileiras.

Chamamos todas e todes à insurgência para se somarem ao Levante das Mulheres pelo fim do governo Bolsonaro!

Irmanadas. Diversas, mas não dispersas.

Não temos dúvida do nosso poder.

#𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀𝗗𝗲𝗿𝗿𝘂𝗯𝗮𝗺𝗕𝗼𝗹𝘀𝗼𝗻𝗮𝗿𝗼

NÚMERO DE ASSINATURAS ÀS 19H58 DE 12/06/2020: 7.052 𝗠𝗨𝗟𝗛𝗘𝗥𝗘𝗦 𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗔𝗥𝗔𝗠

UM CHAMADO A BASE DA SEGURIDADE SOCIAL

            Somos um grupo de servidores da Seguridade Social que milita na base da categoria da Fenasps. Não estamos em direções dos Sindic...