quinta-feira, 19 de abril de 2018


O QUE MAIS PRECISA ACONTECER PARA REAGIRMOS?

Já nem nos surpreendemos mais com as más notícias vinda desse governo, as maldades parecem não acabar nunca, e o nosso órgão está no centro das mudanças, esse governo não conseguiu emplacar a (contra) Reforma da Previdência na política e esta fazendo por dentro, uma reforma que retira direitos e acesso na via administrativa.

Parece que estamos todos anestesiados, seja como servidores, ou como população, não nos sentimos afetados. Mas como podemos aceitar tudo com tanta parcimônia?
Sabemos que o que temos no nosso contracheque sempre foi fruto da nossa mobilização, e estamos sendo ameaçados de extinção, com terceirizações, seja na área meio ou fim, correndo risco de perdemos o contato com a população e sermos pulverizados até não sermos mais necessários.
O momento é gravíssimo, pois mal conseguimos conversar com os colegas de trabalho, nem sabemos o que outros fazem, muitas vezes somos surpreendidos com colegas doentes e afastados, e aposentadorias quando essas já aconteceram.

O INSS digital sendo implantado a toque de caixa, sem a estrutura necessária, nos forçando a protocolar benefícios sem dar andamento, e sem previsão de concurso ou qualquer melhora real nos sistemas e fluxos de trabalho, isso não é mudança tecnológica e sim um CAOS PROGRAMADO, pois quando estourar o instituto por dentro, a terceirização será apontada como a solução. Chegamos novamente à conclusão de que o projeto não tem por objetivo o “digital”, mas o definhamento do INSS enquanto um órgão a serviço do trabalhador. E a tal ACP dos advogados,  que na sua essência está favorecendo aqueles que podem pagar, seria isso já uma amostra do INSS Digital, onde o acesso Previdenciário deixará de ser gratuito, e nós desnecessários? A reunião com a Fenasps foi adiada pela terceira vez, vamos engolir mais essa calados?

Dia 24 não pode ser apenas um dia de “luta” como estamos vendo algumas direções sindicais chamando pelo país, mas sim dia de PARALISAÇÃO, ATOS nas superintendências e gerencias cobrando mudanças imediatas, DIALOGAR COM A POPULAÇÃO e de fazer ASSEMBLEIAS, estaduais, regionais e nacional, com as caravanas que irão a Brasília. Nós temos que nos tornar sujeito desse processo, se não seremos vítimas dele.


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