O QUE MAIS PRECISA ACONTECER PARA
REAGIRMOS?
Já nem nos surpreendemos mais com as más notícias vinda desse
governo, as maldades parecem não acabar nunca, e o nosso órgão está no centro
das mudanças, esse governo não conseguiu emplacar a (contra) Reforma da
Previdência na política e esta fazendo por dentro, uma reforma que retira
direitos e acesso na via administrativa.
Parece que estamos todos anestesiados, seja como servidores,
ou como população, não nos sentimos afetados. Mas como podemos aceitar tudo com
tanta parcimônia?
Sabemos que o que temos no nosso contracheque sempre foi
fruto da nossa mobilização, e estamos sendo ameaçados de extinção, com
terceirizações, seja na área meio ou fim, correndo risco de perdemos o contato
com a população e sermos pulverizados até não sermos mais necessários.
O momento é gravíssimo, pois mal conseguimos conversar com os
colegas de trabalho, nem sabemos o que outros fazem, muitas vezes somos
surpreendidos com colegas doentes e afastados, e aposentadorias quando essas já
aconteceram.
O INSS digital sendo implantado a toque de caixa, sem a estrutura
necessária, nos forçando a protocolar benefícios sem dar andamento, e sem
previsão de concurso ou qualquer melhora real nos sistemas e fluxos de
trabalho, isso não é mudança tecnológica e sim um CAOS PROGRAMADO, pois quando
estourar o instituto por dentro, a terceirização será apontada como a solução. Chegamos novamente à conclusão de que o
projeto não tem por objetivo o “digital”, mas o definhamento do INSS enquanto
um órgão a serviço do trabalhador. E a tal ACP dos advogados,
que na sua essência está favorecendo aqueles que podem pagar, seria isso
já uma amostra do INSS Digital, onde o acesso Previdenciário deixará de ser
gratuito, e nós desnecessários? A reunião com a Fenasps foi adiada pela terceira vez, vamos engolir mais essa calados?
Dia 24 não pode ser apenas um dia de “luta” como estamos
vendo algumas direções sindicais chamando pelo país, mas sim dia de PARALISAÇÃO, ATOS nas superintendências e gerencias cobrando mudanças
imediatas, DIALOGAR COM A POPULAÇÃO e de fazer ASSEMBLEIAS, estaduais, regionais e nacional, com as caravanas
que irão a Brasília. Nós temos que nos tornar sujeito desse processo, se não seremos vítimas dele.
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