quinta-feira, 19 de setembro de 2019

UNIDOS VENCEMOS O OFÍCIOS 35 E UNIDOS PODEMOS VENCER!

Diante das arbitrariedades da administração do INSS, nós servidores nos levantamos contra tantos desmandos e metas abusivas. Um acúmulo de insatisfações explodiu com a publicação do famigerado Ofício 35, que tentou nos submeter a uma rotina absurda em prol de melhorar a pontuação da perícia médica. Mas com a explosão do movimento INSS Offline, o boicote ao BMOB, dentre outras medidas, conseguimos em apenas dois dias derrubar esse ofício.🙏

Na semana seguinte a indignação só aumentou com dois dias de sistemas completamente fora do ar. Diante da fúria dos servidores, a administração pela primeira vez aceitou realizar uma diminuição, ainda que medíocre, das metas do mês. Depois de meses de tentativas frustradas, finalmente o presidente do INSS aceitou se reunir com nossas entidades representativas. Apesar de pouco, isso ocorreu devido à nossa reação, que unidos fizemos um belo movimento que se arrastou pelo país e nos indicou o caminho.
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É preciso retomar a mobilização e colocar em risco os planos do governo!


Porém, precisamos olhar com realismo o cenário para poder vencer. Com a revogação do Ofício 35 o movimento perdeu parte de seu ímpeto inicial e, após a divulgação da prévia com valores do BMOB, o boicote se enfraqueceu. Tal recuo foi menor nas agências onde houveram reuniões, e os servidores se organizaram na luta. Hoje, nos grupos que não estão focados na mobilização, o que se voltou a discutir são as rotinas de trabalho, precisamos reverter esse jogo!
É importantíssimo que as demandas dos servidores sejam organizadas numa pauta concreta e sucinta, para que a administração tenha plena ciência de nossos problemas e consigamos nos organizar em torno de eixos comuns. Porém, mesmo a melhor das pautas não pode ser atingida se não tivermos um movimento forte que pressione o governo a nos atender, que o ameace em não cumprir seus planos de equilibrar os estoques de processos e cumprir o prazo legal de 45 dias até o final do ano.

Corremos o risco de perder 30% da GDASS!

Além disso, a questão da injustiça nas pontuações pode gerar um problema muito maior para nós servidores. Isso porque o governo, ao instituir o ITC-GDASS, ignorou completamente as sugestões do próprio CGNAD, e instituiu uma métrica que, no próximo ciclo, nos deixa em sério risco de perdermos 30% da GDASS. Os 90 pontos, com uma pontuação ínfima para cada tarefa e sem qualquer proporcionalidade com relação às dificuldades em cada uma, já são muito difíceis de serem atingidos.

Vivemos com constantes quedas nos sistemas, nossos equipamentos são obsoletos, nos colocar para trabalhar com uma internet de 512 kbytes e ainda nos ameaçar com perda salarial caso não atinjamos as metas é um completo absurdo.

Num cenário em que se instituíram as filas únicas por superintendência, nos vemos obrigados a analisar processos de realidades para as quais não fomos preparados, reduzindo ainda mais a resolutividade dos processos. Com isso vários serviços que não estamos acostumados a fazer nos foram empurrados goela abaixo! Como exigir que, alguém que só fez benefícios urbanos a vida toda, de repente faça benefícios rurais, sem treinamento, e ainda aumente sua produção? Quando se abre uma fila imensa de B87 represados, que dependem de exigências, de uma avaliação social e uma perícia médica muitas vezes para 2020, ainda querer que o servidor faça 90 pontos?

E ainda não foram considerados no ITC os períodos de férias e afastamentos dos servidores, tendo que os demais cumprirem a parte daquele que por direito se ausentou. Além disso, a exigência de aumento dos servidores nas CEABs faz com que diversos funcionários tenham que iniciar o trabalho na concessão sem o menor treinamento, não conseguindo atingir a pontuação exigida e levando a um risco ainda maior de perda salarial coletiva. Tem-se assim o cenário perfeito para uma avalanche de perda da GDASS entre as gerências.

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Demissão por insuficiência de desempenho, Reforma da Previdência, capitalização, os ataques não param!


Vale lembrar que os problemas não se resumem à concessão. O INSS segue num processo profundo de desmonte, com os servidores da ponta submetidos a todo tipo de assédio institucional, sem as menores condições de trabalho frente as aposentadorias em massa, e serviços cada mais negados à população, com pouquíssima alfabetização digital, com o governo fazendo a festa dos atravessadores.

Temos pela frente um projeto de Reforma Administrativa que nos coloca em risco de demissão por insuficiência de desempenho, justamente num momento em que nos deparamos com metas inatingíveis. Projeta-se também a redução compulsória de jornada de trabalho com redução salarial no caso de não atingimento das metas fiscais. Trata-se de um cenário muito difícil, no qual ainda temos a Reforma da Previdência, que nos fará trabalhar tantos anos a mais e nos trará perdas salariais efetivas, através do aumento do desconto previdenciário, além de precarizar ainda mais a Previdência Pública.

Todo um cenário de desmonte do Estado coroado com projetos de privatizações em massa, incluindo a da DATAPREV. Se já temos um serviço precário, imagine com a DATAPREV, que ganha por chamado, visando exclusivamente o lucro? O próprio INSS corre sério risco com a retomada do projeto de capitalização, uma privatização na prática, que nos tornaria uma carreira em extinção.

Nossos representantes precisam se unir para enfrentar esses ataques!


Diante de um cenário tão difícil, não podemos nos dividir ainda mais. A concentração dos servidores da área da concessão nos Pólos e APS Digitais nos permite chegar em grandes quantitativos de servidores para ampliar a mobilização. A criação de uma Comissão de Servidores da Concessão é positiva, desde que não se queira na prática conformar mais uma entidade, aumentando nossa fragmentação.

É necessário sim que se brigue para ampliar ao máximo a participação dos servidores na reunião do dia 24, e também que dela participem servidores da concessão da base da categoria. Mas isso não pode ser um ultimato. Precisamos diferenciar os dirigentes sindicais, com seus erros e ineficiências, das entidades representativas que são nossas e devemos cobrá-las. Independente de quem nos represente nas mesas, terão a obrigação de apresentar as pautas que nós servidores votamos nos locais de trabalho.

Ainda que seja fundamental a representação de servidores de base nas negociações, o que fará o governo recuar é a força de nossa mobilização e nossa união, e não uma divisão ainda maior. Nossos representantes devem deixar as disputas sindicais de lado. Frente a truculência do governo é necessário não só que a FENASPS se una em torno das demandas dos servidores, como também minimamente se reúna com a CNTSS antes da reunião com o Presidente do INSS, de forma a que tenhamos um discurso mínimo afinado para enfrentar a administração em pé de igualdade. Enfrentamos um governo que nos faz ataques cada vez mais graves, temos que superar nossas divisões para enfrentá-lo.
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Reuniões nos locais de trabalho e medidas de luta claras para os servidores!


Realizar reuniões em todas as APS Digitais e na maioria das agências possíveis, ampliar o boicote ao BMOB, indicando uma data de desligamento coletivo caso não sejamos atendidos. Orientar a realização da operação excelência para os servidores que estão no Sisref, para os que estão no Teletrabalho e no Semi-Presencial orientar a realização do mínimo legal para não sermos expulsos dos programas, podendo também chegar ao desligamento coletivo. Sobrestar os processos que dependam de perícia médica ou para os quais não recebemos o devido treinamento. NOS DIAS 23 E 24 NENHUMA AÇÃO NO GET! Que sintam o poder de nossa mobilização! 

Diversas são as medidas que podemos tomar para colocar a administração contra a parede, mas tudo isso só se dará se superarmos nossas divisões e focarmos nas reuniões nos locais de trabalho e na ampliação da mobilização.

- Capacitação para os servidores com pontuação de acordo com as horas de cada curso!
- Revisão das Metas já! Por um comitê que rediscuta o valor das pontuações com a participação dos servidores! Nenhum desligamento em Setembro devido ao caos nos sistemas!
- Revisão dos fluxos de trabalho! Mínimo de metade da pontuação no encaminhamento para perícia ou avaliação social!
- Redução da meta garantida em regulamento para todas as quedas de sistemas!
- Suspensão do próximo ciclo do ITC-GDASS! Revisão do indicador e nenhum efeito salarial até que seja reformulado! Indicador sem um ano de testes é ilegal!

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